Filmado na Itália e lançado em 1962, Constantino e a cruz conta a história da ascensão do imperador Constantino (Cornel Wilde) e a proclamação do Édito de Milão de uma maneira bem hollywoodiana. O filme dirigido por Lionello De Felice tem direito a atores altos e fortões, como romanos, e donzelas loirinhas e delicadas, sendo salvas pelos romanos e morrendo de amores por eles.
O diretor procurou retratar o lado heróico como se Constantino fosse salvar a pátria, ou a cruz, dos cristãos. Estes, por sua vez, tinham o privilégio de ter a mãe do imperador convertida ao cristianismo. No início, Constantino nem faz idéia do porquê do distanciamento entre sua mãe Helena (Elisa Cegani) e seu pai Constantius Chlorus (Carlo Ninchi) e só quando seu pai está à beira da morte (cá pra nós, bem clássico isso) é que o segredo é revelado.
Mas, deixando a parte romântica de lado, podemos analisar a arte romana da época e até mesmo dar uma espiadinha em uns “rascunhos” das catacumbas cristãs. Há também as construções romanas, muito luxuosas, as arenas, onde aconteciam os combates e onde os leões dilaceravam os cristãos que teimavam em não negar sua fé.
O que chama realmente a atenção é o fato de as esculturas serem apreciadas pela sua semelhança com a pessoa retratada. Em certo momento, no começo do filme, Fausta (Belinda Lee), a amada de Constatino, segura um busto de seu futuro esposo e ressalta a semelhança que este possui com o ser em carne e osso. Segundo ela: “Posso assegurar que é exatamente como ele. Não consigo ver nenhuma falha.” Sorte dele não ser uma escultura do corpo todo...
Em um momento que antecede a fala de Fausta, seu irmão, Maxentius (Massimo Serato), todo cheio de invejinha, faz uma fala que nos aponta o objetivo dessas esculturas: “Nossos descendentes tem o direito de conhecer os grandes heróis do passado. Nós, meros pensadores e pregadores, devemos ficar no anonimato.” É, Max. Quem pode, pode.
Lucas Rinaldini
O diretor procurou retratar o lado heróico como se Constantino fosse salvar a pátria, ou a cruz, dos cristãos. Estes, por sua vez, tinham o privilégio de ter a mãe do imperador convertida ao cristianismo. No início, Constantino nem faz idéia do porquê do distanciamento entre sua mãe Helena (Elisa Cegani) e seu pai Constantius Chlorus (Carlo Ninchi) e só quando seu pai está à beira da morte (cá pra nós, bem clássico isso) é que o segredo é revelado.
Mas, deixando a parte romântica de lado, podemos analisar a arte romana da época e até mesmo dar uma espiadinha em uns “rascunhos” das catacumbas cristãs. Há também as construções romanas, muito luxuosas, as arenas, onde aconteciam os combates e onde os leões dilaceravam os cristãos que teimavam em não negar sua fé.
O que chama realmente a atenção é o fato de as esculturas serem apreciadas pela sua semelhança com a pessoa retratada. Em certo momento, no começo do filme, Fausta (Belinda Lee), a amada de Constatino, segura um busto de seu futuro esposo e ressalta a semelhança que este possui com o ser em carne e osso. Segundo ela: “Posso assegurar que é exatamente como ele. Não consigo ver nenhuma falha.” Sorte dele não ser uma escultura do corpo todo...
Em um momento que antecede a fala de Fausta, seu irmão, Maxentius (Massimo Serato), todo cheio de invejinha, faz uma fala que nos aponta o objetivo dessas esculturas: “Nossos descendentes tem o direito de conhecer os grandes heróis do passado. Nós, meros pensadores e pregadores, devemos ficar no anonimato.” É, Max. Quem pode, pode.
Lucas Rinaldini
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